Zona de Conforto

30/09/14
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Oi gente!!!

Eu estou de volta, mas já vou antecipando que, assim como o blog, cheguei de “cara nova”!

Primeiramente eu gostaria de dar as Boas Vindas pra todos vocês e aproveitar para dizer que estou muito feliz. A Mari e a Kaká são minhas grandes amigas e acompanhei todos os planos delas desde o início a concretização desse sonho lindo. É um prazer e um orgulho fazer parte de um pedacinho do que é a Poá hoje.

Quando fui convidada para dar continuidade a essa coluna aqui no blog a proposta veio como um presente. Dessa vez fui convidada a compartilhar minhas reflexões diárias numa nova fase que estou vivendo. Digo que foi um presente porque, amante da vida, todos os dias busco analisar o que vivi e fazer uma conclusão, simples ou complexa, do que isso tudo me acrescenta e me ajuda a evoluir. E querem saber o melhor disso tudo? Eu ter a oportunidade de colocar algumas das minhas experiências em forma de texto para dividir com vocês.

Vou aproveitar este post para tentar contextualizar vocês…

Estou morando nos EUA desde Novembro do ano passado. Quando surgiu esta oportunidade confesso que fiquei com muita dúvida. Eu morando nos EUA? Esse era o único país que eu não pensei querer morar um dia, ou melhor, que eu nunca quis morar.

Eu sou uma pessoa um tanto ligada à família e aos amigos e construí minha vida toda em Curitiba, desde que nasci até 2013. Mudei de bairro, de escola, até de faculdade, mas nunca saí de lá… Porém, os motivos para vir me motivaram mais do que os motivos para ficar.

Depois que eu cheguei aqui e passei por toda a fase de adaptação (se é que eu já passei), chego à conclusão que, no fundo, a dúvida que eu tinha na verdade era pura acomodação.

Empregos, amigos, casa da mãe, casa do pai, rotina estabelecida, tudo encaminhado, caminhando. E aí surge a pergunta: Quem gosta de mudar assim? E quem quer sair da tal zona de conforto? E mais… Só porque a zona é de conforto que ela é boa? Hoje eu diria que não. Sempre penso que nem tudo que é BOM faz BEM. Antes fosse assim… Comeria chocolate todos os dias. :P

Sinceramente, tive que sair dela para sentir que por mais feliz que eu fosse e por mais que as coisas estivessem caminhando, como pessoa eu evoluía a passos lentos comparados aos passos de hoje, não havia tanta novidade e dali eu não iria tirar muito mais proveito. Eu estava acomodada. E quando se acomoda parece que o passado fica mais presente do que o próprio presente e mais ainda do que o futuro.

Aí, como gosto de dizer, caí de paraquedas numa cultura nova, língua diferente, rotinas não estabelecidas, amigos e família distantes, inverno rígido , dias curtos, noites longas. NEVE! Ah, a neve, branquinha, igual aos filmes, linda… Nos primeiros dias, porque depois…

Eu confesso! Por muitas vezes eu pensei em desistir. Por muitos dias eu pensei em voltar. E o que me motivou a estar aqui foram meus objetivos. Sim, dia-após-dia eu pensava: “Ok, nada é eterno e permanente, vou cumprir com o que vim fazer aqui e depois resolvo.” No fim, os dois primeiros meses que no início me pareceram 1 ano viraram quase um ano que agora me parecem apenas 2 meses.

Acredito que é assim que a vida quer e assim que estou vivendo, realizando todos os meus planos, buscando crescer e amadurecer com as experiências que tenho todos os dias. Aí você me pergunta: E precisava ter ido tão longe pra isso? E eu respondo: Não, com certeza não. E ainda te pergunto: Você já parou pra pensar se está na sua zona de conforto e aguardando por um grande feito da vida pra sair dela ou pretende fazer desse um próximo plano em busca de desafios e começar a ver a si e ao mundo de uma maneira diferente?

Comece dando os primeiros passos, logo você estará correndo uma maratona e a reta final será sempre um encontro com a felicidade e um novo início para uma nova realização e assim por diante.

Agora eu te faço um convite: Vamos correr juntos? :)

Um beijo e até a próxima!

Lari


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Sobre Larizza Gaglionone

Lari, uma das "gordinhas", psicóloga por formação, mas principalmente por paixão. Apaixonada pela busca da compreensão do ser humano e de mim mesma. Vivendo uma experiência única, resolvi dividir minhas reflexões pessoais de adaptação e evolução com vocês. Espero que isso seja tão interessante pra vocês quanto tem sido pra mim... Participar do blog da Poá é mais do que uma colaboração, é fazer parte de algo que tanto admiro e ter a oportunidade de estar junto de amigas que tanto amo.

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